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	<title>Senshin Aikido &#187; Opinião</title>
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	<description>Uma escola de Aikido em Campinas, SP, Brasil.</description>
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		<title>Por que você deve ir ao seminário de Yamada Sensei?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 04:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falta menos de uma semana para o seminário de Yamada Sensei no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Daí que fiquei com vontade de compartilhar aqui alguns pensamentos sobre o evento. Imagino que a esta altura você já saiba que Yamada Sensei é um dos mais importantes mestres de aikido ainda vivos. Ele faz parte da [...]]]></description>
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<p>Falta menos de uma semana para o <a title="Seminário Yamada Sensei 2010, São Paulo, Brasil" href="http://senshin.com.br/yamada2010" target="_blank">seminário de Yamada Sensei no Sesc Pinheiros, em São Paulo</a>. Daí que fiquei com vontade de compartilhar aqui alguns pensamentos sobre o evento.</p>
<p>Imagino que a esta altura você já saiba que <a href="http://senshin.com.br/about-2/yamada-sensei/" target="_self">Yamada Sensei</a> é um dos mais importantes mestres de aikido ainda vivos. Ele faz parte da última geração de alunos que treinaram com o fundador. Compartilhar o tatame com ele, receber sua instrução e vê-lo em ação sabendo tudo o que ele já viveu é um grande prazer e uma grande honra.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-934" href="http://senshin.com.br/2010/11/seminario-yamada-por-que-voce-deve-ir/yoshimitsu-yamada-shihan/"><img class="alignnone size-full wp-image-934" title="Yoshimitsu Yamada Shihan" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Yoshimitsu-Yamada-Shihan.jpeg"  alt="" width="480" height="314" / rel="lightbox[roadtrip]"></a></p>
<p>Como em outras vezes, tenho escutado algumas pessoas dizendo que, por esta ou aquela razão, &#8220;estão na dúvida&#8221;  sobre ir ou não ao evento. Obviamente, essa é uma decisão de cada um, mas não posso deixar de dizer algumas palavras sobre isso.</p>
<p>Quando, há 8 anos e meio, eu e Clauber decidimos montar um dojo, o fizemos com a intenção única e exclusiva de aprender aikido. Por isso, quando abrimos o Senshin, em abril de 2002, estávamos muito felizes: Tínhamos um local razoavelmente bem estruturado (o primeiro dojo era bem mais simples que o atual, mas dava bem pro gasto), tínhamos saúde, energia, tempo e vontade. Tínhamos também o sensei Ricardo Leite, na minha opinião, o melhor professor do Brasil, disposto e empenhado em nos ensinar.</p>
<p>Mas alguns meses depois, nos caiu uma outra ficha: estávamos cercados de pessoas bacanérrimas que também queriam aprender aikido e isso punha sobre nossos ombros uma responsabilidade que nunca havíamos experimentado. Percebemos que, até então, dar aula de aikido tinha sido apenas uma diversão. Quando dava aulas, eu simplesmente propunha aos alunos que fizessem as técnicas de que eu mais gostava. Além disso, as técnicas não seguiam uma ordem lógica. Eram só um punhado de golpes escolhidos de acordo com a minha preferência ou humor. Em outras palavras, todo o meu empenho nos treinos dava lugar à imaturidade quando minha tarefa era ensinar.</p>
<p>Felizmente, isso durou pouco. Logo percebemos a necessidade de nos comprometer com o aprendizado dos alunos, pois eles seriam o nosso reflexo. E desde então, tem sido assim. Modéstia à parte, sei que fazemos um bom trabalho cada vez que vejo as pessoas treinando no Senshin. Obrigado, Senshin People, vocês me enchem de orgulho.</p>
<h2>Mas Tharso, o que isso tem a ver com o seminário de Yamada Sensei?</h2>
<p>Tudo! Sabe, Yamada Sensei não é apenas um grande mestre de aikido. Nem é apenas uma pessoa generosa. Nem é apenas carismático. E nem apenas tem conosco uma paciência que beira o infinito. Além disso tudo, Yamada Sensei tem uma coisa que, por si só, deveria nos fazer lotar aquele tatame no sábado: Ele verdadeiramente se importa conosco e com o nosso desenvolvimento.</p>
<p>Vamos repassar algumas coisas: Sensei era um dos principais alunos do fundador em sua época. Foi o escolhido para ir aos EUA divulgar o aikido. Lá chegou em 1964, sem absolutamente nada. Nas primeiras demonstrações não havia sequer tatame. Não havia outras pessoas com quem treinar. Sensei ia a dojos de judô e karatê e convidava voluntários para ajudá-lo nessas demonstrações. Alguns desses voluntários tornaram-se seus alunos e, pasmem, mais de 40 anos depois, ainda treinam lá com ele.</p>
<p>A história desse homem sempre se pautou pelo compromisso. Compromisso com o aikido, com O-Sensei, com seu dojo, com seus alunos ao redor do mundo. Pra mim, saber disso e poder estar perto dele é algo emocionante e inspirador.</p>
<p>Quando escrevi ali em cima que &#8220;<em>Modéstia à parte, sei que fazemos um bom trabalho cada vez que vejo as pessoas treinando no Senshin</em>&#8220;, usei o plural pela absoluta certeza de que esse é um trabalho conjunto entre instrutores e alunos. Sem que cada aluno faça a sua parte, a evolução fica inviável. Yamada Sensei sabe disso. Eu sei disso. E espero que você também saiba.</p>
<p>Yamada Sensei é um homem de sucesso em todos os sentidos. Na idade em que está e com tudo o que conquistou na vida, ele poderia, tranquilamente, aposentar-se  e viver muito bem. Em vez disso, passa o ano percorrendo o mundo pra ensinar aikido. Compromisso. Por isso estar perto dele faz toda a diferença. Por isso você deveria estar lá no próximo sábado.</p>
</div>
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		<title>Minha meditação antes do treino</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 03:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses perguntaram-me o que penso naqueles momentos em que estou concentrado antes do treino começar. A pergunta se referia às minhas aulas, mas o que se passa na minha cabeça é sempre a mesmíssima coisa, independentemente d&#8217;eu estar dando aula ou apenas praticando. No decorrer dos anos, o texto foi se ajustando. Nunca na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses perguntaram-me o que penso naqueles momentos em que estou concentrado antes do treino começar. A pergunta se referia às minhas aulas, mas o que se passa na minha cabeça é sempre a mesmíssima coisa, independentemente d&#8217;eu estar dando aula ou apenas praticando.</p>
<p>No decorrer dos anos, o texto foi se ajustando. Nunca na vida formulei isso em outra situação além daqueles poucos segundos de meditação no tatame. A forma atual já tem vários anos, mas nunca a escrevi. Como tudo tem uma primeira vez, lá vai:</p>
<blockquote><p><strong><em><span style="color: #000000;"> [ 3 respiradas fundas ]</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">O-Sensei, Yamada Sensei, Donovan Sensei, Ricardo Leite Sensei e Clauber:</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">Muito obrigado por tudo o que me ensinaram e por permitir que, mais uma vez, eu esteja aqui.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">Peço que me ajudem a sair do tatame melhor do que entrei.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">E que me protejam contra os maus pensamentos, os maus sentimentos e as más atitudes.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">Domoarigatôgozaimashitá.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">[ + 3 respiradas fundas ]</span></em></strong></p></blockquote>
<p><a rel="attachment wp-att-911" href="http://senshin.com.br/2010/11/meditacao-aikido/meditacao/"><img class="alignnone size-medium wp-image-911" title="Meditação" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meditacao-550x366.jpg"  alt="" width="490" height="326" / rel="lightbox[roadtrip]"></a></p>
<p>Após escrever, reli algumas vezes e fiquei surpreso ao perceber que parece uma oração. Nunca pensei nisso dessa forma. Nunca racionalizei isso. É como se esse pensamento surgisse na minha cabeça independentemente da minha vontade. Eu sento, respiro e ele vem.</p>
<p>A pergunta a seguir foi se os nomes que digo estão em ordem hierárquica. E a resposta, mais uma vez é que nunca tinha pensado nisso. Pensando agora, podem até estar, mas essa nunca foi a minha intenção. A ordem é sempre a mesma, mas creio que ela reflete a proximidade entre meu aikido e essas pessoas. Quanto mais pro fim da lista, mais perto de mim.</p>
<p>De qualquer forma, esse pequeno ritual introspectivo tem uma importância enorme pra mim. Funciona como uma espécie de gatilho que me desconecta do mundo exterior e foca toda a minha atenção no que estou prestes a fazer.</p>
<p>No fim da aula, sento em seiza, respiro 3 vezes, repito os nomes, agradeço e desejo voltar em breve. É isso. Pergunta respondida? Té breve.</p>
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		<title>O número mágico (ou Quanto tempo demora pra se aprender aikido?)</title>
		<link>http://senshin.com.br/2010/07/quanto-tempo-demora-pra-se-aprender-aikido-ou-o-numero-magico/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 20:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tá bom, mas antes um aviso. O texto a seguir é fundamentado unicamente na minha experiência e visão. E deixo claro aqui que não sou lá muito afeito a verdades absolutas ou coisas que não podem/devem ser questionadas. Portanto, sinta-se à vontade. Concorde, discorde, discuta. Há um espaço pra comentários logo ali embaixo. Dito isso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tá bom, mas antes um aviso. O texto a seguir é fundamentado unicamente na minha experiência e visão. E deixo claro aqui que não sou lá muito afeito a verdades absolutas ou coisas que não podem/devem ser questionadas. Portanto, sinta-se à vontade. Concorde, discorde, discuta. Há um espaço pra comentários logo ali embaixo. Dito isso, prossiga com a leitura por sua conta e risco.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-833" href="http://senshin.com.br/2010/07/quanto-tempo-demora-pra-se-aprender-aikido-ou-o-numero-magico/kata31-tharso-senshin-aikido/"><img class="alignnone size-medium wp-image-833" title="kata31-tharso-senshin-aikido" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/07/kata31-tharso-senshin-aikido-550x366.jpg"  alt="" width="480" / rel="lightbox[roadtrip]"></a></p>
<p>O primeiro passo pra se ficar bom de aikido não entra na conta. Trata-se de arrumar um bom professor(a). Lista de requisitos:</p>
<ul>
<li>Ser sério (não confunda seriedade com mau humor), responsável e capaz;</li>
<li>Proporcionar a você um ambiente seguro;</li>
<li>Preocupar-se com a sua segurança, bem-estar e aprendizado.</li>
<li>Dar a você condições reais para aprender e evoluir;</li>
<li>Buscar constante aprimoramento técnico para ele próprio;</li>
</ul>
<p>E ainda&#8230;</p>
<ul>
<li>Ter boa didática e um espaço adequado ajudam;</li>
<li>Por último, se o seu professor, além de tudo, for bom de aikido, melhor ainda.</li>
</ul>
<p>Devo dizer que é uma tarefa difícil, principalmente se considerarmos que você ainda nem começou a praticar e não tem muito critério pra avaliar&#8230; Mas precisamos ir adiante e por isso vou considerar que você já achou um professor bacana. Passemos pois aos passos e seus respectivos tempos médios de superação:</p>
<p><strong>1.</strong> Aprenda as quedas básicas:</p>
<ul>
<li>Mae kaiten ukemi;</li>
<li>Yoko kaiten ukemi;</li>
<li>Ushiro kaiten ukemi;</li>
<li>Mae yoko kaiten ukemi;</li>
<li>Ushiro mae yoko kaiten ukemi;</li>
<li>Ushiro otoshi ukemi.</li>
</ul>
<p>Há outras quedas, mas pra começar foque nessas que já dá pro gasto. Numa conta básica, se você praticar seriamente umas 8 horas semanais, vai levar uns 3 ou 4 meses pra ficar bacana.</p>
<p><strong>2.</strong> Aprenda as movimentações básicas:</p>
<ul>
<li>Kaiten;</li>
<li>Tenkan;</li>
<li>Tenshin;</li>
<li>Irimi.</li>
</ul>
<p>Essa parte é moleza mesmo. Mantendo aquelas 8 horas/semana ali de cima, arrisco dizer que você aprende antes mesmo das quedas.</p>
<p><strong>3.</strong> Técnicas básicas. Aquelas que estão no <a title="Testes de graduação" href="http://senshin.com.br/about-2/testes-de-graduacao/" target="_self">programa de testes de graduação</a>, com umas coisinhas a mais e, sejamos francos, outras coisinhas a menos. Mas não se assuste. Não estou aqui falando de aprender a fazer as técnicas de modo impecável, eficiente e fluído. Claro que não. Me refiro a adquirir noção das direções e formas. Oito horas por semana, né? É claro que isso é muito pessoal, mas meu palpite é: 2 anos.</p>
<p><strong>4.</strong> Puxa, você está indo bem! O próximo passo é fazer a coisa começar a funcionar. Pra isso, você deve entender alguns princípios. Lembrando que a formulação a seguir é minha e não tem nenhuma intenção de esgotar o assunto. São 7 princípios simples e, pra simplificar ainda mais, vou colocá-los na forma de traduções livres <em>by</em> eu mesmo:</p>
<ul>
<li>Respiração (kokyu);</li>
<li>Céu e terra (ten chi);</li>
<li>Centro forte (tanden);</li>
<li>Movimentação dos pés (tai sabaki);</li>
<li>Conexão (musubi);</li>
<li>Distância (ma ai);</li>
<li>Timing (de ai).</li>
</ul>
<p>Agora vamos dividir o aprendizado desses princípios em 3 fases, com suas respectivas estimativas de tempo:</p>
<p>4.01) Aprender os nomes e seus significados. Hummm&#8230; reserve duas horas pra isso. Não, melhor três.</p>
<p>4.02) Entender a lógica da aplicação prática desses princípios na técnica. Uns 3 anos (a partir da conclusão do item 3, claro). E aqui, obviamente, não estou me referindo ao entendimento total dos tais princípios. Após esses 3 anos você deve ter uma boa base, mas a evolução é infinita e novos insights e descobertas serão bastante frequentes, te levando a pensar coisas como: “Nossa! Como eu nunca percebi isso antes?!?”. Divertido, não?</p>
<p>4.03) Agora só falta seu corpo aprender aquilo que a sua cabeça já sabe. Essa fase é maravilhosamente divertida e estimulante. Como ainda estou nela, não vou saber dizer com exatidão o tempo que leva. Mas já que tirei o dia pra arriscar, vamos lá: uns&#8230; 20 anos. Lembrando, logicamente, que começamos a contar a partir do item anterior e, óbvio, estamos falando de 8 horas de treino sério por semana.</p>
<p><strong>5. E tipo&#8230; o que vem depois?</strong></p>
<p>Controle da energia(ki)? Um outro nível de compreensão? A <a href="http://theforceofanime.files.wordpress.com/2010/06/thundercats.jpg"  target="_blank" rel="lightbox[roadtrip]">visão além do alcance</a>? Eu obviamente não sei, mas já conversei com algumas poucas pessoas que aparentemente chegaram nesse nível e os relatos realmente me fazem querer chegar lá também. Quando isso acontecer, prometo que compartilho tudo com vocês aqui no site, mesmo que o site, nessa época, seja um holograma ou algo assim.</p>
<p>Ah, pra terminar, um detalhe muito, mas muito importante mesmo: Se você se apressou em fazer a conta e o resultado foi 25 anos, sorry, mas errou feio. A grande maioria dos que treinam 25 anos não conclui sequer a fase 4.02. Treine 10 mil horas e a gente conversa, combinado? Aikido a gente quantifica como os pilotos, em horas de voo.</p>
<p><em><strong>Nota:</strong> As 10 mil horas não são um número aleatório. Voltarei a escrever sobre isso, mas, por ora, recomendo o livro <a title="Outliers - Fora de série" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21444359/" target="_blank">Outliers</a></em><em>, do genial <a title="Malcolm_Gladwell" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_Gladwell" target="_blank">Malcolm Gladwell</a></em><em>, editado no Brasil pela Sextante (que insiste em dar ao livro uma roupagem de autoajuda que, na minha visão, é absolutamente equivocada, mas ok&#8230; assim deve vender mais).</em></p>
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		<item>
		<title>A importância do teste no aikido</title>
		<link>http://senshin.com.br/2010/05/a-importancia-do-teste-no-aikido/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 05:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Considerando que o aikido é uma arte marcial não competitiva; que eu não estou interessado em sobrepujar ninguém; que não quero me exibir &#8220;para as outras crianças&#8221;; que não tenho a pretensão de ser um grande mestre e que, por último, no Senshin nem se usa faixa colorida&#8230; pergunto: Pra que teste de graduação?&#8221; Nesses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div id="_mcePaste"><em>&#8220;Considerando que o aikido é uma arte marcial não competitiva; que eu não estou interessado em sobrepujar ninguém; que não quero me exibir &#8220;para as outras crianças&#8221;; que não tenho a pretensão de ser um grande mestre e que, por último, no Senshin nem se usa faixa colorida&#8230; pergunto: Pra que teste de graduação?&#8221;</em></div>
</blockquote>
<p>Nesses 8 anos de Senshin, já me deparei com perguntas assim algumas vezes. Agora, aproveitando a chegada de mais um teste, que será realizado no próximo dia 8/maio, vou dar alguns argumentos para aqueles que estão inseguros ou acham que fazer o teste não é legal.</p>
<div><a href="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_1332.jpg"  rel="lightbox[roadtrip]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-732" title="tharso e eddie - Kotegaeshi" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_1332-550x366.jpg" alt="" width="480" /></a></div>
<p><strong>1. Rito de passagem -</strong> Toda sociedade/comunidade marca momentos na vida de seus membros com cerimônias que representam não apenas uma transição particular do indivíduo, com também sua progressiva aceitação e participação na sociedade onde está inserido. Ou seja, há tanto o cunho individual quanto o coletivo. Exemplos abundam: batizados, formaturas, casamentos etc&#8230; O que nos leva ao segundo ponto:</p>
<p><strong>2. Assumir responsabilidades -</strong> Sim, você já pratica há algum tempo e, assim como sua técnica evolui, sua responsabilidade também é progressiva. Para os iniciantes (kohais), é importante ter alunos mais experientes (sempais) como referência.</p>
<p>Alunos graduados melhoram o nível de um dojo. O problema com essa afirmação é que há dojos onde as graduações são praticamente distribuídas com o único intuito de fazer o dojo parecer melhor do que é. Sobre isso, o que podemos dizer é que no Senshin nos sentimos absolutamente responsáveis pelo progresso de cada aluno e jamais faríamos a sacanagem de oferecer uma graduação para alguém que ainda não está preparado.</p>
<p>Sem demagogia: nossos alunos são importantes demais para nós e para o dojo e, além disso, quando um deles está num seminário ou coisa parecida, ele é reflexo do que nós somos. Jamais deixaríamos que  fizessem papel de bobos, pois os maiores bobos seríamos nós. No Senshin, não. =)</p>
<p><strong>3. Prestação de contas -</strong> Na escola você faz provas, na faculdade também. No trabalho, é bem possível que você tenha de prestar contas de algum modo. Na maioria dos esportes, você treina e depois vai competir (uma forma de avaliação, não?). Se você faz tudo isso numa boa, por que não encarar mais essa prova e dar a seus instrutores a alegria de saber que você está fazendo a sua parte? =)</p>
<p><strong>4. Ferramenta pedagógica para os instrutores -</strong> Para nós, instrutores, é importante observar como as pessoas estão evoluindo, pois essa evolução é um reflexo direto do que estamos ensinando e de como estamos fazendo isso. Se várias pessoas estão cometendo o mesmo erro, isso é um indicativo de que devemos prestar mais atenção a determinado ponto. Se todos têm dificuldade em alguma técnica específica, talvez estejamos praticando pouco essa técnica.</p>
<p>É claro que durante as aulas estamos atentos a cada um, mas no momento do teste, podemos nos concentrar em observar cada detalhe, fazer anotações e discutir a respeito. Sim, sempre após cada teste, eu e Clauber nos reunimos em particular e conversamos sobre tudo o que vimos no tatame.</p>
<p><strong>5. Estar sob pressão -</strong> O momento do teste é tenso. Você fica mais cansado do que ficaria se estivesse treinando normalmente. Além disso, em geral, sua técnica piora um pouco. E isso justamente naquele dia em que todas as atenções estão voltadas pra você, inclusive com câmeras ligadas e, nao raro, familiares na platéia. E sabe do que mais? Pode ter certeza de que tudo isso está na nossa conta.</p>
<p>Eu explico: a gente sabe que você ficará nervoso e que talvez erre ou esqueça de algo. Mas é justamente esse o cenário necessário para você aplicar o que anda aprendendo. No dia a dia, por mais “realidade” que tentemos imprimir nos treinos, você está sempre seguro, praticando com amigos numa situação absolutamente controlada. E o teste tira você dessa zona de conforto. Não estou dizendo aqui que a tensão do teste de graduação seja a mesma de uma situação de conflito real, mas ela é o mais perto disso que queremos levar nossos alunos.</p>
<p><strong>6. Registrar sua evolução -</strong> Garanto: será bem divertido rever seus exames em vídeo no futuro.</p>
<p><strong>7. Depois tem festa! &#8211; </strong>Seu esforço será recompensado. Depois de todo exame há uma festa&#8230; E vc não quer ficar de fora, né? Nós não queremos que você fique.</p>
<p><strong>8. Evoluir &#8211; </strong>Você pode até discordar de todos os meus argumentos anteriores, por isso deixei este pro fim. É um fato: todo aluno sai do processo que inclui treinos e o teste em si, com o aikido melhor do que era antes.</p>
<p>Nos vemos dia 8 no tatame, tá? Abração e até lá. =)</p>
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		<item>
		<title>A dificuldade em se ver uma técnica e repeti-la.</title>
		<link>http://senshin.com.br/2010/02/a-dificuldade-em-entender-visualmente-a-tecnica-e-repeti-la/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 20:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando você entra num dojo pela primeira vez e vê o instrutor mostrando algo e, em seguida, as pessoas praticando, as coisas realmente parecem simples. Se, eventualmente, há um aluno com dificuldades, o espectador tende a se perguntar sobre o porquê do sujeito não conseguir repetir algo tão óbvio. Claro que essa sensação muda quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando você entra num dojo pela primeira vez e vê o instrutor mostrando algo e, em seguida, as pessoas praticando, as coisas realmente parecem simples. Se, eventualmente, há um aluno com dificuldades, o espectador tende a se perguntar sobre o porquê do sujeito não conseguir repetir algo tão óbvio. Claro que essa sensação muda quando passamos de espectadores a praticantes e começamos a compreender a quantidade de trabalho e esforço que alguém teve para que aquilo parecesse fácil.</p>
<p>De qualquer forma, vejo algumas direções a seguir.</p>
<p>Primeiro de tudo, é importante praticar o básico com regularidade e insistência. Parece simplório, mas ajuda muito.</p>
<p>Por exemplo, há 4 movimentações básicas no aikido: kaiten, irimi, tenshin e tenkan. Se isso estiver claro na sua mente (e para o seu corpo), fica muitíssimo mais fácil você entender as combinações e derivações. Mas, em vez disso, muita gente encara cada técnica de aikido como uma coisa nova e única. Ora, o que há são elementos básicos que, uma vez misturados, resultam em coisas diferentes. Mas os ingredientes são (quase) sempre os mesmos! <a href="http://gabigradim.com/2010/dia-a-dia/a-experiencia-gerando-experiencias-que-geram-experiencia/">A grande maioria dos diferentes pães que você já comeu é feita com farinha de trigo, fermento, água e sal. Ou seja, os mesmíssimos ingredientes, quando misturados de forma diferente reproduzem resultados diversos. </a>Pense nisso por alguns segundos antes de ler o próximo parágrafo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dojo3-290.jpg"  rel="lightbox[roadtrip]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-683" title="Kokyu ho" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dojo3-290-550x366.jpg" alt="" width="440" /></a></p>
<p>Aposto que você não pensou e veio direto pra cá&#8230; E isso tem tudo a ver com este segundo ponto. Tente não pular etapas. Derrubar o uke pode ser a parte mais divertida da técnica, mas também é a última parte. E, geralmente, a parte mais fácil. Mesmo assim, muita gente foca somente nisso, deixando pra trás toda a construção da técnica que leva ao arremesso final. Na minha opinião, existe uma ordem lógica para que se execute uma técnica. Não se trata de uma regra, nem tampouco de uma verdade absoluta. É apenas a forma como eu encaro isso. Outros instrutores podem pensar de forma diferente. Eis o meu jeito:</p>
<ol>
<li>Tai Sabaki (movimentação de pés). Basicamente, antes de tentar fazer funcionar ou fluir, entenda as direções. Desconstrua a movimentação. Fica muito mais fácil quando, em vez de decorar um monte de movimentos complicados, você simplesmente entende que é: kaiten &gt; irimi &gt; outro kaiten &gt; tenkan.</li>
<li>Se os seus pés já sabem onde devem ir, agora é a vez dos braços e mãos.</li>
<li>Agora tente relaxar e fazer de forma mais fluida e contínua. Fica mais fácil lapidar a partir daí.</li>
<li>Como está sua postura? E a distância (ma-ai)? Como você está estabelecendo contato (de-ai)? Você está vulnerável?</li>
<li>Okay, agora você já comeu todos os seus vegetais e tem direito à sobremesa. Hora de projetar o uke e de tentar “fazer funcionar”. Divirta-se.</li>
<li>Passou pelas 4 etapas? Ótimo, agora, sistematicamente, passe por todas elas novamente. Faça isso uma, duas, dez, dez mil vezes, sempre tentando perceber algo novo. Divirta-se em cada uma das vezes.</li>
</ol>
<blockquote><p>“Ah, Tharso&#8230; Mas então eu devo ficar treinando cada um desses aspectos separadamente e só quando eu estiver bom em tudo é que eu posso concluir a técnica?”</p></blockquote>
<p>Por favor, não me entenda errado: não acho que você só deve derrubar seu parceiro depois de dominar cada ponto anterior. O que quero dizer é que o foco do seu treino deve estar de acordo com o que você é capaz de absorver em cada momento. Se você quiser fazer seu aikido “funcionar” (no sentido de defesa pessoal) logo no início, sua experiência será frustrante. Mas, se em vez disso, você entender que há um longo caminho até essa “eficácia”, cada etapa fica bem mais estimulante e divertida. Experimente passar pelos passos que propus sem se cobrar muito no início, lembrando que esses passos são cíclicos. Ou seja, a ideia é sempre passar pelos mesmos aspectos, melhorando-os a cada vez.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Qual a cor da sua faixa?</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 12:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia desses, me perguntaram sobre graduação e também sobre o porquê de usarmos apenas faixas brancas e pretas no Senshin. Bem, em primeiro lugar, é preciso contextualizar: Na maior parte do mundo (incluindo EUA, Japão e Europa), usa-se apenas faixas brancas e pretas. Portanto, quem usa faixa colorida é que é &#8220;diferente&#8221;. No Brasil, todavia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, me perguntaram sobre graduação e também sobre o porquê de usarmos apenas faixas brancas e pretas no Senshin.</p>
<p>Bem, em primeiro lugar, é preciso contextualizar: Na maior parte do mundo (incluindo EUA, Japão e Europa), usa-se apenas faixas brancas e pretas. Portanto, quem usa faixa colorida é que é &#8220;diferente&#8221;. No Brasil, todavia, esse é o padrão. A maioria dos dojos tupiquinins adotam o sistema (faixas coloridas) talvez como uma forma de estímulo aos alunos.</p>
<p>O fato é que quando abrimos o dojo, em 2002, o fizemos sob supervisão do sensei Ricardo Leite e ele, desde que criou sua própria organização (Bushinkan), optou por não usar cores. Além disso, somos filiados a Yoshimitsu Yamada Sensei, um dos mestres mais respeitados do mundo, que também nunca usou o sistema de faixas coloridas.</p>
<p>De qualquer forma, eu e Clauber fomos iniciados no aikido usando cores. Talvez por isso, confesso que no primeiro momento ficamos apreensivos sobre como os alunos reagiriam, mas pouco tempo depois percebemos que a reação era bastante positiva na grande maioria dos casos.</p>
<p>Sem nenhuma intenção de criticar dojos que usam faixas coloridas, mas enfim, o que penso sobre esse assunto após quase 8 anos usando o sistema PB é que:</p>
<ol>
<li>O sistema de faixas branca/preta trata os alunos como iguais e, principalmente, como adultos. Quem precisa de uma faixa amarela pra sentir-se estimulado a treinar?</li>
<li>Faixas coloridas dão uma estranha e falsa sensação de que uns são mais que outros, quando na verdade, graduação é o que menos importa quando se está praticando.</li>
<li>A estética japonesa preza bastante o minimalismo e o aikido herda isso por razões óbvias. Branco e preto têm tudo a ver com o Japão e com o aikido.</li>
<li>Acho preto e branco mais bonito. =)</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dojo3-132.jpg"  rel="lightbox[roadtrip]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-658" title="Black n' White" src="http://senshin.com.br/wp-content/uploads/2010/02/dojo3-132-550x366.jpg" alt="" width="480" /></a></p>
<p>De qualquer forma, utilizamos as graduações universais do aikido. Para quem não sabe, existem kyus e dans. Kyus, as graduações menores (faixas brancas), são decrescentes. Ou seja, o aluno iniciante faz exame para 5ºkyu. Depois para 4º, 3º, 2º e, finalmente, para 1º kyu. A partir daí, sua próxima promoção será para 1ºdan (faixa preta 1º grau).</p>
<p>Os dans são crescentes e vão até o 8º, sendo que até 3ºdan as promoções são baseadas em critérios técnicos. As graduações de 4º a 8ºdan baseiam-se em outros fatores, como tempo de prática, serviços prestados à divulgação do aikido, número de alunos e outros mais subjetivos.</p>
<p>Em breve, <a href="http://senshin.com.br/2010/03/criterios-de-avaliacao/">falarei aqui sobre os critérios de avaliação</a> para cada uma das graduações. Até breve.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fórmula pra ficar bom de aikido</title>
		<link>http://senshin.com.br/2010/01/pra-ficar-bom-de-aikido/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 19:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que faz alguém ficar bom em aikido?
Vou simplificar aqui resumindo tudo a 5 aspectos: frequência, boa instrução, compromisso, talento... e sorte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que faz alguém ficar bom em aikido?<br />
Vou simplificar aqui resumindo tudo a 5 aspectos: frequência, boa instrução, compromisso, talento e sorte.</p>
<p><strong>Frequência</strong></p>
<p>Quanto mais você você treina, melhor. O ideal é treinar todos os dias, desde que, claro, seu corpo aguente isso numa boa. Se você não pode praticar 7 dias por semana, faça como eu: pratique 6. Se não pode 6, tente 5. Ou 4, 3, 2&#8230; Se você gosta de aikido e tem a possibilidade de praticar uma única vez por semana, não há problemas. Vá e aproveite ao máximo, mas é claro que sua evolução será mais lenta.</p>
<p><strong>Boa instrução</strong></p>
<p>Há professores ruins que têm alunos bons e há professores ótimos que têm alunos ruins. Mas, sem dúvida, ter um bom professor ajuda e muito. Faz com que você não perca tempo demais errando. Muita gente dedicou a vida a encontrar algumas respostas e se você tiver que fazer isso tudo de novo, simplesmente não vai dar tempo. Um bom instrutor também te deixa quebrar a cabeça às vezes, porque apesar do meu argumento anterior, é ótimo que você seja capaz de procurar suas próprias respostas quando isso for necessário. Por último, um bom instrutor nem sempre é o melhor técnico, mas sempre te dá condições, liberdade e incentivo para que você aprenda, veja coisas diferentes e mantenha sua visão aberta e saudável. O mau professor quer apenas que você fique sob sua asa. O bom professor quer muito que você fique bom.</p>
<p><strong>Compromisso</strong></p>
<p>Este é o aspecto mais importante até agora, porque, de certa forma, engloba os anteriores. O ponto aqui é: se você se propôs a fazer algo, faça de corpo e alma. Compromisso é treinar o máximo possível. É treinar certo, com foco. É buscar boa instrução, ir a seminários, ver o que os outros estão fazendo de bom. É falar menos e fazer mais. É abolir treinos mecânicos, dando mais vida ao seu aikido. É, sobretudo, quando você estiver exausto e começar a ficar desleixado, lembrar-se que fazer de qualquer jeito cansa o mesmo que fazer direito.</p>
<p>Não quero com isso dizer que o aikido tem que ser a prioridade número 1 na sua vida. Você tem sua família, seu trabalho, outras atividades&#8230; E é absolutamente legítimo se você considerar o aikido como sua oitava, talvez nona, prioridade. Mas o tema deste artigo é “o que é preciso pra ficar bom” e compromisso é fundamental.</p>
<p><strong>Talento</strong></p>
<p>O mundo não é justo e eu não vou ser hipócrita: é óbvio que talento ajuda&#8230; desde que o talentoso faça a parte dele. Mas isso não quer dizer que, para praticar aikido, você precisa ter um dom. Até porque, seu talento muitas vezes aflora à medida em que você treina seriamente. Já vi muitos talentosos que nunca ficaram bons&#8230; e já vi gente que tinha bastante dificuldade evoluir até níveis bem altos. Uma vez vi sensei Donovan responder com uma certa indignação a alguém que exaltava seu “incrível talento”: “Talento? Eu treino há mais de 40 anos, várias horas quase todos os dias. Não reduza meu suor a talento”. Dizer que alguém é muito talentoso, algumas vezes é uma desculpa para nossa própria falta de empenho. Pense nisso.</p>
<p><strong>Sorte</strong></p>
<p>Tenho um amigo que diz: “Sem sorte, não dá nem pra comer um Sonho de Valsa. O papel gruda, o chocolate derrete, o telefone toca, seu amigo pede um pedaço&#8230;”.<br />
É chato, mas é verdade. Não importa em que cidade do Brasil você mora, mas certamente, você sabe o que é futebol e com certeza já andou chutando bola por aí. Talvez tenha gostado, talvez não. Talvez tenha talento e vontade, talvez não. Agora, se você mora em <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=inhaumas,+BA&amp;sll=-23.55667,-46.658742&amp;sspn=0.011133,0.01987&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Inha%C3%BAmas+-+BA,+Brazil&amp;ll=-13.047372,-44.626465&amp;spn=12.09415,20.34668&amp;z=6&amp;iwloc=A" target="_blank">Inhaúmas</a>, é bem possível que não haja um dojo de aikido por perto (escrevi a primeira cidade que me veio à cabeça. Se houver um super dojo em Inhaúmas, peço que me desculpem e corrijam). É claro que se o cidadão inhaumense (&#8220;inhaumense, Tharso?&#8221;) tiver o sonho de treinar aikido, ele vai batalhar por isso e tem boas chances de conseguir. Mas quando falo em sorte, penso no cara que teria tudo pra ser ótimo, mas que passará a vida sem nem saber o que é aikido. Você tem que ter a sorte de conhecer aikido, ter um dojo perto, horários compatíveis, encontrar um bom professor num momento em que ainda não tem repertório para escolher um&#8230; enfim, há alguns fatores imponderáveis. Mas se você leu este texto até aqui, acho que já superou essa parte.</p>
<p>Povo de Inhaúmas, espero vocês no dojo!</p>
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		<title>Defesas contra ataques com facas e armas de fogo</title>
		<link>http://senshin.com.br/2009/12/defesas-contra-ataques-com-facas-e-armas-de-fogo/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cena é manjada e você já a viu incontáveis vezes: o bandido malvado saca a arma pra matar o personagem bonzinho. A dinâmica da música aumenta junto com a adrenalina da platéia. Nesse ponto, o herói, valente como um tolo e ágil como um mangusto, desarma o vilão e salva o dia. O cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cena é manjada e você já a viu incontáveis vezes: o bandido malvado saca a arma pra matar o personagem bonzinho. A dinâmica da música aumenta junto com a adrenalina da platéia. Nesse ponto, o herói, valente como um tolo e ágil como um mangusto, desarma o vilão e salva o dia. O cinema todo respira aliviado.</p>
<p>Corta. Estamos de volta à realidade. Outra cena que, se você não viu, já ouviu incontáveis vezes: <em>alguém</em> aponta a arma pra <em>alguém</em>. <em>Alguém</em> resolve reagir… e <em>alguém</em> se dá mal. Não há herói, não há trilha sonora e nem final feliz.</p>
<p>Olha, sendo muito franco: se disserem a você que, treinando qualquer coisa que seja, você estará apto a desarmar <em>alguém</em> com uma faca ou arma de fogo, vá embora.</p>
<p>Eu fico estarrecido com a irresponsabilidade de quem usa isso pra se promover. É gente que ignora o fato de que está lidando com a vida de um ser humano. Ensinar meia dúzia de torções/projeções e deixar que a pessoa pense ser um super-herói é de uma leviandade incrível.</p>
<p><strong>&#8220;Ah, mas vocês não treinam essas técnicas?&#8221;</strong></p>
<p>Sim, treinamos. É algo bacana de se treinar. Melhora sua percepção de distância, de posicionamento e de alerta. Mas nunca, jamais deixaria um aluno sair da aula sem ter noção de que treino é treino e realidade é uma coisa completamente diferente.</p>
<p><strong>Numa situação real envolvendo uma faca ou revólver, eu nunca tentaria desarmar alguém. A única exceção, claro, é se eu não tivesse outra alternativa pra proteger minha vida.</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CtYIbXYU4VY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/CtYIbXYU4VY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Vídeos como esse aí em cima me deixam atônito. Não conheço as pessoas e por isso não vou dizer aqui se são bons ou ruins, idôneos ou picaretas. Mas digo 3 coisas:</p>
<ol>
<li>Me dá calafrios que alguém leve isso a sério.</li>
<li>Por favor, não tente isso em casa. Não tente nunca, em lugar nenhum. Nem de brincadeira.</li>
<li>Se é tudo tão sério, por que diabos eles usam música de super-herói?</li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		<title>Alguém aí a fim de colaborar?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 20:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa ideia ao criar este blog é levar aos nossos alunos, amigos e a todos os interessados em aikido, um conteúdo bacana sobre esse assunto em língua portuguesa. Vou continuar cavando histórias, escrevendo minhas impressões e opiniões, além de publicar todo tipo de material interessante que eu achar por aí. Mas, além disso, gostaria de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa ideia ao criar este blog é levar aos nossos alunos, amigos e a todos os interessados em aikido, um conteúdo bacana sobre esse assunto em língua portuguesa. </p>
<p> Vou continuar cavando histórias, escrevendo minhas impressões e opiniões, além de publicar todo tipo de material interessante que eu achar por aí. Mas, além disso, gostaria de deixar a porta aberta pra quem quiser colocar algum assunto em pauta. Neste espaço, o debate e a troca saudável de ideias e opiniões são bem-vindos.</p>
<p>Outra coisa: Há bastante material interessante sobre aikido em inglês, mas traduzir dá trabalho e, muitas vezes toma um tempo que, no momento, não tenho. Se alguém tiver essa disponibilidade e quiser contribuir, please, entre em contato pelo <a href="mailto:tharso@senshin.com.br">tharso@senshin.com.br</a> ou deixe um comentário neste post que mando algum material. Desde já, agradeço! =)  </p>
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		<title>A melhor hora pro Aikido</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 13:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tharso vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O post anterior me pôs a pensar sobre o horário dos treinos. A maneira como o corpo de cada um reage aos horários á algo muito particular. Tenho uma dificuldade tremenda pra acordar cedo e, sendo assim, treinar aikido de manhã requer sempre um esforço extra. Já à noite, a história é outra. Por volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O post anterior me pôs a pensar sobre o horário dos treinos. A maneira como o corpo de cada um reage aos horários á algo muito particular. Tenho uma dificuldade tremenda pra acordar cedo e, sendo assim, treinar aikido de manhã requer sempre um esforço extra.</p>
<p>Já à noite, a história é outra. Por volta das 18h, meu corpo começa a ficar agitado, como se estivesse pedindo pra eu treinar. Se treino, fico calminho. Se não, é como se faltasse algo que fica acumulado pra noite seguinte.</p>
<p>Isso se reflete também em seminários. Esses eventos, em sua maioria, têm aulas no sábado pela manhã, sábado à tarde e domingo de manhã. Meu padrão, com raras exceções, é:</p>
<ul>
<li>Sábado de manhã: é uma batalha. Demoro pra pegar no tranco, mas pego. Costumo blasfemar quando evento começa antes das 10h.</li>
<li>Sábado à tarde: mesmo depois do almoço, treino bem. É a aula de que mais gosto, sem dúvida.</li>
<li>Domingo de manhã: acordo meio quebrado por conta do dia anterior, mas pego no tranco mais rápido do que no sábado, talvez porque o corpo já esteja se acostumando.</li>
</ul>
<p><strong>E você, a que horas seu corpo prefere treinar?</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Quem é você? (ou: Sobre o Ki)</title>
		<link>http://senshin.com.br/2009/11/quem-e-voce-ou-sobre-o-ki/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 19:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tharso Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[O Ki é, em geral, definido como energia vital. Algo que pode ser interpretado de algumas formas e cuja definição em palavras pode ser bastante complexa (ou inexata). O-Sensei dizia que &#8220;Se não há Ki, não há Aikido&#8221;. Dentre as muitas traduções que já vi para o termo, gosto de uma em particular: SENTIMENTO. Voltando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ki é, em geral, definido como energia vital. Algo que pode ser interpretado de algumas formas e cuja definição em palavras pode ser bastante complexa (ou inexata). O-Sensei dizia que &#8220;Se não há Ki, não há Aikido&#8221;.</p>
<p>Dentre as muitas traduções que já vi para o termo, gosto de uma em particular: SENTIMENTO.</p>
<p>Voltando à frase de O-Sensei (numa tradução livre by mim mesmo): &#8220;Se não há sentimento, não há Aikido&#8221;.</p>
<p>Essa frase, dita assim, me satisfaz. =)</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/senshin/4118171868/" title="IMG_1469 por Senshin, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2629/4118171868_39ec9619c4.jpg"  width="500" height="333" alt="IMG_1469" / rel="lightbox[roadtrip]"></a></p>
<p>Fico realmente incomodado quando algum aluno está praticando de forma apática, como se estivesse pensando em outra coisa.</p>
<p>Ora, aikido é um veículo incrível pra você expressar quem é. Desperdiçar esse potencial, na minha opinião, é perder tempo.</p>
<p>Esse jeito de pensar (e agir) está impregnado no Senshin desde a sua concepção. A palavra &#8220;Senshin&#8221; significa &#8220;coração sincero&#8221;, no sentido de você se entregar de forma sincera e integral àquilo que está fazendo. De outra forma, o aikido não faria sentido pra gente.</p>
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